quarta-feira, 18 de março de 2009

Educação, Diversidade e Cidadania


Um importante intelectual brasileiro diz que “a questão racial parece um desafio do presente, mas tem sido permanente”. (IANNI, Octávio, A Dialética das Relações Sociais).

O quanto nós educadores temos feito em termos de reflexões, críticas e ações sobre a questão racial no contexto escolar?
Será que temos analisado a nossa postura frente ao diferente?
Como perceber o racismo dentro dos limites da escola?

É importante que se perceba o racismo que ainda esta vigente em todo o sistema brasileiro, desde a imagem passada pela TV, jornais, livros, até o comportamento que temos no nosso dia-dia frente ao negro.

-O Brasil é um país mestiço! Não existe preconceito, muito menos descriminação na sociedade brasileira!Então, pra que uma Lei que inclua a história e a cultura afro-brasileira no curriculo escolar? Pra que falar do Preto? Pra que falar de Candomblé?

São essas as falas que são reproduzidas cotidianamente nas ruas, nas filas de banco, na escola, na política.

Mas será que é justo dar aulas de história, abordando as primeiras civilizações sem dizer que o Egito fica na África? Sem salientar que os primeiros povos eram negros? Será que não é necessário que nossas crinças saibam que a África não é um país puramente selvagem, desértico? Será que poderemos renegar toda a cultura e influência importada pra cá como o samba, a capoeira, a feijoada,entre outras infinidades.

O papel do professor deve ser fator primordial? Como vou me preparar para essas aulas? Destruirei os preconceitos estabelecidos dentro de mim para não serem levados para a sala de aula?
Continuaremos a reproduzir um sociedade excludente?

Responda-me, professor!



Silva, Caroline

2 comentários:

  1. A questão do preconceito também envolve questões culturais. Como historiador eu não acho que seja suficiente falar-se de história da África na escola, não estou dizendo que seja desnecessário, mas é insuficiente. Acho que seria muito importante também, aumentar o número de aulas de Sociologia com professores responsáveis e competentes, que construissem ou descontruissem conceitos e pré-conceitos em relação aos diferentes tipos de discriminação e como diria meu querido colega Octávio Ianni, da exploração do homem pelo homem que igonra cor de pele. Há muito o que se fazer, estudar a história da África já é um começo, mas como educador, Historiador e Sociólogo, penso que isso não será suficiente se não for um complemento de um conjunto de medidas que não apenas venha ensinar uma história de determinado povo, mas que traga um sentimento humanitário. Parabéns Carol, beijos.
    - Uil

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  2. O Brasil possui muitas desigualdades: sociais,econômicas,étnicas etc acredito que uma lei não solucionaria os problemas, no entanto, abre caminho para que paradigmas sejam repensados.O professor precisa mostrar para nossas crianças que o negro bem como a África não é só mão de obra, mercadoria e, numa perpectiva de humanização de cada indivíduo por meio de apropriação do conhecimento produzido historicamente deve questionar:qual a importância do negro como também do índio para a formação da sociedade brasileira?A cultura que chega às escolas é eurocêntrica ou não?
    Acho que uma atitude correta seria melhorar o ensino público do nosso país,para que não fosse preciso tantas reparações,leis para fazer valer o direito todo e qualquer cidadão que é de ser visto como ser humano , individuo.É preciso salientar que somos pardos, negros , brancos, índios e que essa mistura é chamada BRASILEIROS.

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